quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Aqui no Mato Grosso do Sul é assim...


Sindicato rural e prefeito de Iguatemi Ameçam Índios e são Surpreendidos por Secretário da Presidência




Em primeira mão, o FRENTE DE AÇÃO PRO-XINGU
 diulga as ocorrencias vindas diretamente de Dourados-MS, relatando a ocorrencia de novas ameaças contra os Guarani-Kaiowá, desta vez, disnte do secretário da presidencia.
Por Tonico Benite
s





Ao relato abaixo, acrescento que o secretário Paulo Maldos nos disse que ficou "impressionado com a prepotência do prefeito e dos outros fazendeiros".
Paulo disse à eles que não podem agredir os índios e se algo acontecer à comunidade eles serão chamados imediatamente para esclarecimentos, sendo considerados supeitos.
Segundo Eliseu Lopes, membro do Conselho Aty Guasu, "os políciais da Força Nacional revistaram e apagaram as fotos que o prefeito e os outros fazendeiros tinha feito dos índios. O Paulo ficou vendo tudo e só depois se identificou e o prefeito ficou sem graça. Ele pensou que era só a Fundação Nacional do Índio (Funai) que estava com a gente".
POR TONICO BENITES
ANTROPÓLOGO GUARANI KAIOWÁ-MEMBRO DE ATY GUASU
DECLARAÇÃO DE AMEAÇA DE MORTE
Vimos através deste documento socializar e denunciar as ameaças de morte ocorridas no dia 27/11/2011, às 16:15 h, na estrada pública distante 20 km da entrada do acampamento indígena tekoha Pyelito kue-Mbarakay, município de Iguatemi-MS.


Cerca de 100 lideranças indígenas guarani e kaiowá, após Aty Guasu no tekoha Yvy Katu, encerrada na manhã desse mesmo dia, fomos acompanhar a comitiva da Presidência da República do Brasil (Sr. Secretário de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidencia, Paulos Maldos, acompanhado do sr. Thiago Garcia e do sr. Bruno, da Secretaria de Direitos Humanos) em visita ao dito tekoha Pyelito kue-Mbarakay.


A comitiva da Presidência da República do Brasil atendeu a solicitação do Conselho da Aty Guasu, por isso agendou uma visita ao acampamento do Pyelito-Kue Mbarakay. A equipe visitou o acampamento destruído na margem da estrada pública. No local, o grupo indígena foi atacado violentamente por pistoleiros no dia 23/08/2011. Ali, aconteceu reunião Aty com a comitiva do Governo Federal. O encontro durou três horas – de 13:00 a 16:00. As lideranças do Pyelito Kue- Mbarakay narraram ameaças de morte existente contra o acampamento. Todas as noites há tiros de arma de fogo em torno do acampamento, não há segurança. Além disso, no acampamento, não há assistência à saúde e educação. A comitiva federal e sua visita foram escoltadas por equipe da Força Nacional de Segurança Pública.


Depois desta reunião, às 16 horas, retornamos do acampamento Pyelito, e, quando chegamos à encruzilhada da vicinal com a estrada asfaltada que liga Iguatemi a Tacuru, nos deparamos com as três caminhonetes. Os quatro ocupantes desses veículos estavam filmadoras na mão, filmando-nos. Fizeram ameaça publicamente: “Vamos queimar esses ônibus com índios! Índios vagabundos! Ficam invadindo fazendas”. Disseram ainda: “Recebi orientação da Roseli do CNJ para fazer isso, cercar os senhores e filmar e tirar fotos. Isso não vai ficar assim não! Esses índios vão pagar pelos seus atos, invasores das fazendas! Por isso tiro fotos... Ninguém pode com nós! Nós que mandamos aqui. Vai acontecer do jeito que nós queremos, nunca vamos deixar os índios e nem a FUNAI invadir fazendas”. E assim continou, filmando nós todos, com voz de tom nervoso. Diante disso, a polícia da Força Nacional e os integrantes da comitiva da Presidência da República desceram dos carros oficiais para conversarem com os quatros que estavam tirando foto. Um deles se apresentou como prefeito de Iguatemi, e outro, como presidente do Sindicato Rural de Iguatemi-MS. Os dois são fazendeiros da região de Pyelito Kue-Mbarakay.


Nós todos, cem lideranças, fomos filmados, tiraram as nossas fotos, e antes mesmo de a policia retirar dele a máquina fotográfica, entregaram para outra pessoa, em caminhonete S 10 que saiu imediatamente do local indo em direção à cidade de Iguatemi-MS.


Diante disso, pedimos a todas as autoridades, com urgência, que tomem providências legais cabíveis em relação ao caso narrado, em que houve ameaça de morte anunciada pelo prefeito e pelo presidente do Sindicato Rural. Ver algumas fotos em anexo.’


Aty Guasu do povo Guarani e Kaiowá-MS
assinamos e encaminhamos este documento.




27/11/2011, Aty Guassu na margen da estrada publica - Pyelito Kue, no acampamento destruido pelos pistoleiros das fazendas no dia 23/08/2011 às 20hs
















Prefeito de Iguatemi e presidente do sindicato rural, filmando a todos e ameaçando em 27/11/2011, as 16:14hs, na entrada do acampamento Pyelito Kue


















O momento da ameaça. Homem que se apresenta como prefeito de Iguatemi, proprietario de fazenda na área de Pyelito Kue-Mbarakay ( com o dedo em rise) reforça ameaça aos indígenas alegando que agia sob orientações de Roseli do CNJ




















Lideranças da Aty GUassu ficaram do outro lado da estrada enquanto a comitiva da presidencia dialogava com o grupo de fazendeiros, com segurança feita pela equipe da Força nacional de Segurança Publica.









Apelo enviado em 28/11/2011 no periodo da tarde, via Fecebook pelo parente Sassa Tupinambá que se encontra em Dourados pouco antes das ameaças.

"Ainda estou na regão de Dourados e hoje, eu e o Cacique Ládio, recebemos um telefonema de lideranças indígenas dizendo que um grupo de fazendeiros estão indo para Puelito Kue, onde ontem estivemos com representantes do governo e movimento indígena. Ontem, ao sairmos da aldeia em direção a rodovia, na estrada de terra que corta a fazenda, quando fomos abordados pelo presidente do sindicato rural Marcio Sorgatto e um grupo de fazendeiros que, mesmo com a presença das autoridades e da Força Nacional, se mostraram arrogantes para com os indigenas. Tiraram fotografias e filmaram como forma de ameaça. No momento mais tenso da conversação o prefeito da cidade mencionou que queria me prender por eu ter falado que ele é aliado dos fazendeiros, me acusando de desacato. Mais uma vez a comunidade será atacada por fazendeiros que foram prontamente atendidos pelo prefeito de Cidade de Itamarati, o José Roberto, do PSDB, contra os indigenas. Puelito Kue é a mesma aldeia que sofreu ataque na ultima sexta-feira. A força nacional deve ir para o local com urgência!" (Por Sassá Tupinambá)





FONTE:
Sassá Tupinambá
Tonico Benites
Mayalú Txucarramae

domingo, 20 de novembro de 2011

Conhecemos o PROBLEMA, somos a LUTA pela SOLUÇÃO.


Somos a chapa 2,  Quem ousa, LUTA.

Nós somos os Índios, os Negros, somos os Brancos, somos os Operários,somos os Camponeses, nós somos o POVO. Não precisamos nos pintar de povo para parecer como tal. 
Somos Estudantes crescidos através da interdisciplinaridade dos cursos, somos Projetistas, estagiários, e extencionistas, somos de Campo Grande, do Brasil, e do Mundo. 
Estamos aqui para estudar e para descomplicar os problemas da nossa civilização. Estamos aqui nesta Universidade todos os dias.Estudando, trabalhando, produzindo e inovando, estamos atentos aos projetos, editais, conselhos e demais relações acadêmico burocráticas.
Somos bons, angelicais e coloridos, somos radicais e apoiamos quaisquer ações de caráter político e ideológico a favor dos Direitos Humanos, somos Libertários, Utópicos, Visionários, e Ativistas. Queremos Justiça, Ética e Respeito, dentro e fora da Educação.

Para isso, elaboramos um sério trabalho, com técnica, seriedade, foco e objetividade, e nessa caminhada, hoje, convidamos você Acadêmico Federalino, convidamos você para nos AJUDAR nessa LUTA, para que JUNTOS com respaldo da lei e na ação solidaria possamos mudar a história desse país.
Só assim é que seremos capazes de transformarmos o pensamento de todos em reenvolvimento da nossa sociedade, e efetivação dos nossos direitos.

Viemos para criar uma fluência cientifica com base na coletividade e no interesse de cada aluno, descobrimos que só assim é que seremos responsáveis pela transformação de nossos sonhos em REALIDADES. Estamos sempre aqui e não vamos fugir da LUTA


Propostas:


- Implementação de debates constantes sobre Ações Afirmativas e assuntos de interesses estudantes, para uma formação político-crítico dos acadêmicos e construção de Movimentos Sociais;
- Luta pela valorização do trabalho estudantil, por maiores incentivos aos projetos de pesquisa e de extensão, em todas as áreas/centros da UFMS.
-Luta pela Moradia Estudantil.
- Incentivo à cultura, promovendo não só “show na concha”, mas que a musica, o teatro, a dança e saraus de poesia sejam priorizados para projetos de arte e cultura do meio acdêmico, como também os grupos autônomos da universidade.
- Que a informação seja a mais horizontal possível, com websites que divulguem não só regulamentos e representações, de notificando resultados de reuniões, mas que, sobretudo, transpareça qualquer ação DCE, motivando a participação de tod@s @s acadêmic@s nas tomadas de decisões.
- Que a luta pelo R.U. não pare à R$2.50 e R$6.50, mas que o preço caia a custo ZERO  ou R$ 1,00  para todos @s acadêmic@s, professores e funcionári@s a principio de qualquer negociação.
-Luta por creche na Universidade para filhos de acadêmic@s, professores e funcionárias, alem de fradários nos banheiros e incentivo permanente para mães e acadêmicas grávidas.
- Wifi para toda a Universidade.
-Otimização do transporte estudantil, sobretudo àqueles que desenvolvem estágioobrigatório.
- Luta pela Paridade de Voto e por mais professores efetivos.
- Maior participação na Campanha Nacional por 10% do PIB para educação e maior articulação na União Estadual de Estudante (UEE).
- Lucro dividio entre DCE e Centro Acadêmico.
- Transparência financeira mensal do D.C.E  via internet.
- Áreas de Lazer, como redários, áreas de descanso como lounges, etc.
- Eventos Ecológicos com cursos de sustentabilidade.
-  Luta por sede para os C.As.


Chapa 2 : quem ousa, luta.
 Oposição D.C.E  2012.